segunda-feira, agosto 16, 2010

WIE 2010 - XXX Congresso da SBC


A professora Maria Jacy Maia Velloso conduziu a oficina "Criando Redes Sociais na Sala de Aula: o Uso do Ning®" e apresentou o trabalho "O Uso do Computador e da Internet por Estudantes de 11 a 14 anos de uma escola municipal".

segunda-feira, junho 22, 2009

País é o que mais desperdiça aula com bronca


Escola brasileira: desperdício de tempo e dinheiro pela necessidade de manter a disciplina


Docentes de escolas no Brasil gastam 18% do tempo das classes para manter disciplina; pesquisa abrangeu 23 países. Bulgária é o país onde os professores conseguem aproveitar melhor o tempo das aulas, seguido por Estônia e Hungria.

Os professores brasileiros são os que mais desperdiçam com outras atividades o tempo que deveria ser dedicado ao ensino. No período em que deveriam estar dando aula, eles cumprem tarefas administrativas (como lista de chamada e reuniões) ou tentam manter a disciplina em sala de aula (em consequência do mau comportamento dos alunos). A conclusão é de um dos mais detalhados estudos comparativos sobre as condições de trabalho de professores de 5ª a 8ª séries de 23 países, divulgado ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A pesquisa foi feita em 2007 e 2008. O resultado não surpreendeu Roberto de Leão, presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação. "Não li a pesquisa, mas é fato que muito do tempo do professor é roubado por tarefas que não deveriam ser dele. Ele precisa muitas vezes fazer a função de psicólogo, pai ou assistente social, já que todos os problemas sociais acabam convergindo para a escola." Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, conta que, quando foi secretário de Educação em Pernambuco, vivenciou isso na prática. "Fizemos uma pesquisa com o Banco Mundial que mostrou que boa parte do tempo do professor era para resolver questões que deveriam ser de responsabilidade de outros profissionais. Mas também detectamos que se perdia tempo com o professor falando de outros assuntos, em vez de tratar do conteúdo daquela disciplina." O relatório da OCDE mostra que a maioria (71%, maior percentual registrado) dos professores brasileiros começou a dar aulas sem ter passado por um processo de adaptação ou monitoria. A média dos países nesse quesito é de 25%. Os brasileiros também são dos que mais afirmam (84%) que gostariam de participar de cursos de desenvolvimento profissional. Esse percentual só é maior no México (85%). As informações foram colhidas em questionários respondidos por diretores e professores de escolas (públicas e privadas) selecionadas por amostra. No Brasil, 5.687 professores responderam ao questionário, aplicado em 2007 e 2008. Leão e Ramos concordam com o diagnóstico de que poucos professores passam por um processo de adaptação. "Muitas vezes, o secretário tem que preencher logo as vagas após um concurso para não deixar alunos sem aula. É como trocar o pneu do carro em movimento, quando o ideal seria ter um tempo para preparar melhor o profissional que começará a dar aulas", diz Ramos. Esse problema se agrava com a constatação na pesquisa de que os professores brasileiros trabalham com turmas com número de alunos (32) acima da média (24). Apenas no México, na Malásia e na Coreia do Sul essa relação é maior. Eles também têm menos experiência em sala de aula do que a média -só 19% dão aula há mais de 20 anos; a média de todas as nações comparadas é 36%. Estão abaixo da média (89,6%) ainda no nível de satisfação com o trabalho: 84,7%, o quarto menor índice. Diretores - A pesquisa investigou a visão dos diretores sobre problemas que afetam o aprendizado. O Brasil fica acima da média em questões como absenteísmo de docentes, atrasos e falta de formação pedagógica adequada. Também foram listados problemas relacionados a alunos, como vandalismo, agressões ou trapaças no momento da prova. A indisciplina se mostrou um problema mundial. Na média dos países, 60% dos diretores afirmaram ter, em alguma medida, distúrbios em sala de aula provocados pelo problema. O México tem o maior percentual (72%); o Brasil tem exatamente o índice da média. Diretores brasileiros foram dos que mais relataram ter pouca ou nenhuma autonomia para contratar, demitir ou promover professores por seu desempenho em sala de aula. No Brasil, só 27% disseram que podem escolher os professores. A média dos países é de 68%.
Postado por Simão Pedro Pinto Marinho em seu blog :http://tdeduc.zip.net/arch2009-06-14_2009-06-20.html

quarta-feira, junho 03, 2009

PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DO PROFESSOR



Gostaria de informar-lhes que está disponível no site http://www.mec.gov.br/ , no Portal Educação, o PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DO PROFESSOR. No interior do mesmo, encontram-se os resultados do Estudo Exploratório sobre o Professor Brasileiro com dados gerais e dados de Estado por Estado.


Vale a pena consultar


[]s


Maria Jacy

domingo, maio 10, 2009



O ENSINO DA HISTÓRIA


A criança inicia seus primeiros anos de vida escolar, se alfabetiza e já na primeira fase do ensino fundamental começa a debater os primeiros temas de natureza histórica. Mesmo com a pouca idade, inicia o debate com um conceito um pouco distante: o passado. Isso não quer dizer que as experiências já vividas não fazem parte do seu cotidiano, pois desde muito cedo acumula suas primeiras lembranças pessoais e familiares.

No entanto, conforme boa parte desse público reclama, falar sobre um tempo em que “a gente nem era nascido” causa certa estranheza ao aluno. O tão indispensável exemplo concreto, fundamental para as primeiras etapas da educação, parece não ter aplicação para os assuntos de natureza histórica. Essa visão chega a ser partilhada com o próprio educador que, muitas vezes, ainda faz parte de uma geração que aprendeu que a História é a matéria onde decoramos datas e guardamos os grandes feitos das grandes personagens do passado.

Até aqui tudo parece vazio, a História vira sinônimo de “decoreba”, uma verdadeira disciplina de enciclopédia. No entanto, pais e educadores às vezes não têm contato com outras perspectivas que tragam resposta aos problemas expostos. No fim, não conseguem uma resposta convincente para justificar para a criança qual a “real” importância de se estudar o passado. Quando muito, apelam para os argumentos de natureza nacionalista ou futurologista. O primeiro evoca a importância de sabermos a História do nosso país, e o segundo repete o velho bordão: “Devemos conhecer o passado, para entendermos o presente e melhorarmos o futuro.”.

Pensando uma segunda vez, sabemos que nenhuma dessas desculpas funciona. As crianças não pensam cotidianamente sobre o contexto histórico do país e, muito menos desconfiam de como algo antigo pode resolver os problemas de um tempo futuro que não lhe desperta a mínima preocupação. Por isso, devemos subordinar o ensino de História às crianças e não o contrário. A História deve estar relacionada com as coisas do presente, ao cotidiano que tanto interessa ao aluno. Dessa forma, devemos mostrar para o aluno como a História se faz presente aqui e agora.

Ao falarmos das culturas que nos cercam, das expressões usadas cotidianamente ou sobre os mínimos hábitos familiares podemos sentir o sabor do passado. As esferas mais próximas do mundo da criança devem sem privilegiadas como fontes ricas de conhecimento. A construção de uma árvore genealógica, o contato com imagens dos antepassados, a origem de determinados nomes e expressões contemporâneas são fontes que atraem o olhar infantil aos objetos históricos.

Em parceria com esse trabalho de investigação do seu próprio passado, o aluno deve ser desde sempre estimulado à crítica do mesmo. O passado não lhe dirá nada caso o seu novo aprendiz não seja motivado a questionar sobre o mesmo. Por isso, a opinião e a produção de textos autorais são chaves fundamentais na elaboração de um aprendizado mais estimulante. São muitas as formas e propostas para tal empreendimento, por isso, estejamos atentos às formas que o passado pode ser apresentado ao dia-a-dia dos novos historiadores.

PERGUNTAS DE UM OPERÁRIO QUE LÊ Bertold Brecht (1898-1956)


Quem construiu as Tebas das Sete Portas?
Nos livros constam nomes de reis.
Foram eles que carregaram as rochas?
E a Babilônia várias vezes destruída?
Quem a construiu tantas vezes?
Quais as casas de Lima dourada abrigavam os construtores?
Na noite em que terminou a Muralha da China para onde foram os operários da construção?
A eterna Roma está cheia de arcos de triunfo.
Quem os construiu?
Sobre quem triufaram os Césares?
A tão decantada Bizâncio era feita só de palácios?
Mesmo na legendária Atlantidas moribundos chamavam pelos seus escravos na noite em que o mar os engolia.


O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os Gauleses.
Não tinha ao menos um cozinheiro consigo?
Quando a "Invensível Armada" naufragou, dizem que Felipe da Espanha chorou.
Só ele chorou?
Frederico II ganhou a Guerra dos Sete Anos.
Quem mais ganhou a guerra?


Cada página uma vitória.
Quem preparava os banquetes da vitória?
De dez em dez anos um grande homem.
Quem paga suas despesas?


Tantas histórias.
Tantas perguntas.
"AS MASSAS É QUE FAZEM A HISTÓRIA"

sábado, maio 09, 2009

PERGUNTAS DE UM OPERÁRIO QUE LER

Quem construiu as Tebas das Sete Portas?
Nos livros constam nomes de reis.
Foram eles que carregaram as rochas?
E a Babilônia várias vezes destruída?
Quem a construiu tantas vezes? Quais as casas de Lima dourada abrigavam os construtores?
Na noite em que terminou a Muralha da China para onde foram os operários da construção?
A eterna Roma está cheia de arcos de triunfo.
Quem os construiu? Sobre quem triufaram os Césares?
A tão decantada Bizâncio era feita só de palácios?
Mesmo na legendária Atlantidas moribundos chamavam pelos seus escravos na noite em que o mar os engolia.

O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os Gauleses.
Não tinha ao menos um cozinheiro consigo?
Quando a "Invensível Armada" naufragou, dizem que Felipe da Espanha chorou.
Só ele chorou?
Frederico II ganhou a Guerra dos Sete Anos.
Quem mais ganhou a guerra?

Cada página uma vitória.
Quem preparava os banquetes da vitória?
De dez em dez anos um grande homem.
Quem paga suas despesas?

Tantas histórias.
Tantas perguntas.

Retirado do Boletim Informativo da Campanha de Alfabetização da ESCOLA POPULAR (página 04); Norte de Minas - Junho de 2008.

quarta-feira, maio 06, 2009

Obras de Paulo Freire


Olá alunos,

Preciosidades da obra do pedagogo libertário Paulo Freire estão desbloqueadas para impressão. São 9 (nove) livros importantíssimos de um pensador brasileiro comprometido profundamente com as causas sociais e a educação brasileira. O material é inovador, criativo, original e tem importância histórica inédita.

Baixe todos os livros gratuitamente em: http://clinicadotexto.wordpress.com/

Boa leitura a todos.

Abraços,

Maria Jacy

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